Hoje em dia, quando pensamos em rei, se não estivermos falando de figuras de destaque na música ou no futebol, talvez julguemos que seja uma pessoa “ilustrativa” para uma determinada sociedade, já que hoje os reis não governam, são apenas chefes de estado... Mas, no passado, não era assim: eles detinham todo o poder! Tal compreensão é fundamental para bem celebrarmos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, neste domingo.
"Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus”." (Lc 23, 38)
Pois o Papa Pio XI, ao instituir a solenidade de Cristo Rei, estava imbuído do desejo de incentivar os cristãos a fazerem da presença de Cristo uma força de transformação para o mundo. Seu objetivo era o de ensinar que cabe a nós entregar tudo em Suas mãos, para que Ele, de fato, nas nossas vidas, tenha o poder sobre tudo, como os reis de antigamente...
Só que, infelizmente, muitos ainda não deixam Jesus reinar na Sua vida. Não confiam a Ele seus rumos e nem se recordam dEle na hora de tomar decisões importantes... Quem assim age, sem perceber perde as oportunidades de viver as maravilhas da fé e faz de Cristo uma figura apenas “ilustrativa”, quase fictícia... E, por fim, revela não acreditar que Ele é alguém que está vivo e atuante (Ele ressuscitou, lembra?), para agir na história do mundo.
Há quem nunca se deu conta de que vem agindo assim e os que vivem desse modo por, no fundo, rejeitarem os critérios e valores cristãos, voltados para a simplicidade e humildade, contrapostos à ganância e à fama. Em qualquer dessas situações, Jesus Cristo não é rei! E se Ele não governa, quem há de governar a sua vida?
Se cremos que Jesus é o Cristo de Deus, Rei do Universo, podemos assumir que somos humildes súditos de Sua Majestade: Ele, então, passa a ser nosso Senhor, e nós servos. Estabelecemos uma relação de submissão a Ele, mas sem temor, cientes do Seu zelo amoroso por nós. Daí, livres, confiamos tudo aos Seus cuidados e, em todas as circunstâncias da vida, pedimos: “Reina, Senhor!”