Na quinta-feira, 2 de junho, às 10 h, familiares e amigos se reuniram para uma Missa em memória do jornalista Tim Lopes no Santuário Cristo Redentor. A celebração, que foi presidida pelo Reitor do Santuário, Padre Omar, e concelebrada por Frei David, marcou os 20 anos do assassinato de Tim.
"Vamos rezar, fortalecer nosso pedido de paz e solidariedade por um Rio de Janeiro melhor. Que esse pedido saia do Santuário Cristo Redentor e possa reverberar, chegar aos corações, refletindo-se nas decisões mais sensíveis à população", destaca Padre Omar.
Quando foi brutalmente assassinado, Tim Lopes já tinha mais de 30 anos de carreira, em uma trajetória marcada pelo combate à violência, às injustiças e às desigualdades sociais por meio das reportagens. O gaúcho Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, então com 51 anos, desapareceu no dia 2 de junho de 2002, quando fazia uma reportagem sobre abuso de menores e tráfico de drogas em um baile funk da comunidade Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, na Zona Norte carioca.
Formado em jornalismo pela Faculdades Hélio Alonso (Facha), Tim trabalhou no “O GLOBO”, "O Dia", "Jornal do Brasil", na "Folha de S.Paulo", "Placar" e “TV Globo”. Ele deixou um filho, Bruno Quintella. Em 2013, Bruno dirigiu o documentário "Tim Lopes: Histórias de Arcanjo", onde conta a trajetória do jornalista a partir do ponto de vista do filho.
Durante a semana haverá um ato na Associação Brasileira de Imprensa (ABI).



