A Fundação Laço Rosa completa 15 anos em 2026 e escolheu o Rio de Janeiro como um dos principais cenários da programação do Outubro Rosa. A agenda começou em 1 de outubro e teve como ponto alto a iluminação do monumento ao Cristo Redentor, nesta segunda-feira, 5 de outubro, quando foi tomado pela cor da campanha e Mônica Martelli e Ingrid Guimarães foram anunciadas como madrinhas da iniciativa. Ao longo do mês, a instituição também leva para diferentes pontos da cidade seu caminhão mamógrafo, com a previsão de realizar cerca de 1.500 exames gratuitos. A ação integra a campanha Cuidado em Movimento, que vai percorrer 26 cidades brasileiras e realizar mais de 10 mil mamografias gratuitas até fevereiro de 2027.
A cerimônia de iluminação, que compôs o calendário comemorativo dos 95 anos do Cristo Redentor, foi realizada no Santuário Cristo Redentor e reuniu pacientes e apoiadores da causa. A iniciativa buscou ampliar a conversa sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e marcar os 15 anos de atuação da Fundação Laço Rosa.
A escolha de Mônica Martelli e Ingrid Guimarães como madrinhas também carrega histórias e vínculos com a causa. A mãe de Mônica, Marilena Garcia, enfrentou o câncer de mama duas vezes, e a atriz acompanhou de perto sua luta durante os tratamentos. “Convivi com a luta da minha mãe para combater o câncer e vi minha mãe lutar pela vida. Estou ligada a essa causa de maneira muito concreta e objetiva. É uma causa tão necessária. Dessa forma, valorizamos a ética do afeto e a relevância de levar informação para as pessoas, reforçando a importância do diagnóstico precoce”, afirmou Mônica Martelli.
“Fico feliz de ser chamada para ser madrinha de uma causa tão essencial para as mulheres. O Outubro Rosa é símbolo da importância de olhar para nós mesmas com amor e cuidado”, comemora Ingrid Guimarães.
Ao lado de Mônica, Ingrid Guimarães passa a integrar a campanha de 15 anos da Fundação Laço Rosa, reforçando a importância de ampliar a conversa sobre prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao cuidado. Juntas, as duas madrinhas dão voz à campanha de Outubro Rosa da instituição e se unem à história construída pela Fundação ao longo de 15 anos ao lado de mulheres que emprestaram suas vozes e visibilidade à conscientização sobre o câncer de mama.
Nos últimos anos, nomes como Lilia Cabral (2025), Heloisa Périssé (2024), Rafa Kalimann (2023), Zezé Motta (2022), Ana Furtado (2020), Flavia Alessandra (2019), Juliana Paes e Isabelle Drummond (2018), Isis Valverde e Sabrina Sato (2017), além de Camila Pitanga, Tainá Müller e Fernanda Motta (2016), já ocuparam esse lugar.
“Colocamos a Laço Rosa no mundo sem fazer ideia da transformação que seria gerada na vida de milhares de mulheres e na sociedade como um todo. Quinze anos depois, construímos um legado de muita coragem e amor que segue fazendo a diferença na influência de políticas públicas, no resgate da autoestima e na diminuição das barreiras de acesso e tratamento de uma doença que tem até 95% de chances de cura quando diagnosticada precocemente”, afirmou Marcelle Medeiros, presidente da Fundação Laço Rosa. “Nosso presente de 15 anos tem a potência que literalmente nos move para chegar a diferentes regiões brasileiras levando conhecimento, esperança e cuidado.”
Do Cristo Redentor às ruas do Rio
Enquanto o monumento ao Cristo Redentor ganhava a cor do Outubro Rosa, o caminhão mamógrafo da Fundação segue percorrendo diferentes pontos da cidade até 13 de outubro. Os atendimentos começam no West Shopping, em Campo Grande. Em seguida, o veículo estará no bairro do Maracanã, Sulacap e Bangu.
O atendimento é destinado a mulheres a partir dos 40 anos que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses. Mulheres abaixo dessa faixa etária também poderão realizar o exame mediante indicação clínica. Os agendamentos são feitos pelo site www.cuidadoemmovimento.com.br.
O caminhão iniciou o percurso em setembro, no Capão Redondo, em São Paulo, e já passou por Taboão da Serra, Osasco e Guarulhos. No Rio de Janeiro, a unidade fará cerca de 1.500 exames. Depois, segue para Cabo Frio e Salvador, onde ficará de 21 a 26 de outubro. A programação poderá ser ampliada nos próximos meses, com a inclusão de novos destinos.
O caminhão foi pensado para tornar a experiência mais acolhedora e trabalhar também os fatores que podem afastar mulheres do diagnóstico, como medo e falta de informação. A estrutura conta com uma sala de meditação e, a partir de outubro, passa a oferecer uma experiência de realidade virtual, com óculos de VR e um filme motivacional produzido especialmente para o projeto.
A identidade visual da unidade foi criada pela artista Di Couto (@dicouto_arte) e traz um jardim vivo de cores, inspirado nas diferentes fases da experiência oncológica e nos conceitos de cuidado, acolhimento e transformação.
Quinze anos de impacto
Criada em 2011 a partir da experiência de uma família impactada pelo câncer de mama, a Fundação Laço Rosa ampliou sua atuação ao longo dos anos e passou a desenvolver iniciativas de conscientização, acolhimento, defesa de direitos, acesso à saúde e qualificação profissional.
Nos últimos três anos, a organização contabiliza:
- 8.442 exames doados;
- 54.193 pessoas impactadas diretamente;
- 3.191 voluntários mobilizados;
- 16 milhões de pessoas alcançadas nas redes sociais;
- R$ 40 milhões em mídia espontânea;
- 986 pacientes beneficiadas em experiências;
- 245 alunos em programas de qualificação profissional;
- 8.613 perucas doadas;
- uma lei estadual relacionada à doação de cabelos para a confecção de perucas.
Entre as iniciativas na área de políticas públicas está a Lei Estadual nº 9.868/2022, no Rio de Janeiro, que regulamentou o recebimento gratuito de cabelo humano para a produção de perucas destinadas a pessoas com câncer ou outras doenças que provoquem queda capilar. A organização também avançou na formação profissional em perucaria por meio de um convênio de cooperação técnica com a Secretaria de Estado da Mulher e a FAETEC.
Sobre a Fundação Laço Rosa
A Fundação Laço Rosa nasceu em 2011, pelas mãos de Aline Lopes, suas irmãs Marcelle Medeiros e Andréa Ferreira, familiares e amigos. A partir da experiência de uma família impactada pelo câncer de mama, a organização passou a atuar nacionalmente em iniciativas de conscientização, acolhimento, defesa de direitos, acesso à saúde e humanização do câncer de mama.
Hoje, é presidida por Marcelle Medeiros e tem Lucimar Carvalho como vice-presidente. Com sede no Rio de Janeiro, mantém iniciativas de abrangência nacional e atua em parceria com diferentes organizações públicas e privadas.
As contas são auditadas anualmente, e os relatórios de impacto são publicados no site da organização, como parte de seu compromisso com transparência e boas práticas de gestão no terceiro setor.


