Cristo Redentor será iluminado em azul pelo Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

Cristo redentor iluminado em azul para chamar a atenção para o combate ao tráfico de pessoas (Crédito: Guilherme Marcenal / Santuário Cristo Redentor)

O monumento ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), foi iluminado em azul, na noite desta quinta-feira, 30 de julho, para marcar o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. A cerimônia foi realizada no Santuário Cristo Redentor, presidida pelo reitor do Santuário, Padre Omar, com a presença de representantes do Ministério Público Federal (MPF) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e da imprensa. Também estavam presentes membros dos Ministérios Públicos do Mercosul e de outras instituições parceiras. 

O objetivo da iniciativa foi chamar a atenção para a gravidade desse crime, que se aproveita da vulnerabilidade das vítimas. Muitas vezes, o tráfico só se concretiza porque a pessoa é enganada por falsas promessas de um trabalho melhor ou pressionada pela falta de dinheiro — situação que expõe famílias a golpes que vão da exploração laboral à adoção ilegal de crianças. As campanhas de conscientização são fundamentais para evitar que mais pessoas caiam nessas armadilhas e reforçam a importância do acolhimento das vítimas e da responsabilização dos criminosos.

O uso da cor azul na iluminação remete à campanha “Coração Azul”, uma iniciativa internacional criada pelo UNODC que busca conscientizar a sociedade para combater o tráfico de pessoas e inspirar aqueles que detêm poder de decisão a promover as mudanças necessárias para acabar com esse crime. 

O MPF, por meio da Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas e do Contrabando de Migrantes (UNTC), atua diretamente no combate ao crime. A UNTC atuou em mais de 1,1 mil processos judiciais no último ano e meio. Como fruto do trabalho, de 2025 até junho deste ano, 216 pessoas foram denunciadas à Justiça pela prática dos crimes. 

A data, 30 de julho, também foi adotada no Brasil como Dia Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, por meio da Lei nº 13.344/16, que prevê um esforço conjunto de governos, órgãos públicos e da sociedade civil para reforçar medidas preventivas, combater a impunidade e aprimorar a identificação e o acolhimento das vítimas.