Cristo Redentor iluminado em amarelo pela prevenção ao suicídio, em parceria com ABP

O Santuário Cristo Redentor, em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), iluminou o monumento ao Cristo Redentor em amarelo nesta quinta-feira, 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, das 19h às 20h, para chamar a atenção da sociedade sobre a importância do cuidado com a saúde mental e a prevenção ao suicídio. 

Para o reitor do Santuário, Padre Omar, é preciso se falar sobre o assunto. “O Cristo Redentor mais uma vez cumpre a missão de preservação da vida. O suicídio é uma questão cada vez mais séria, em um mundo que se fecha ao outro, devido ao individualismo exacerbado, e gera muitos transtornos, como a depressão. É necessário que a pessoa busque ajuda e atenção de quem está a sua volta. Mas também é preciso recuperarmos uma característica da vida familiar, que deve ser aprendida desde os primeiros anos de vida: o convívio e a escuta”, destacou Padre Omar. 

“Agradeço ao Padre Omar e ao Santuário Cristo Redentor por renovarem, ao lado da Associação Brasileira de Psiquiatria, essa união em defesa dos padecentes de doenças mentais e da Campanha Setembro Amarelo®?, concebida em 2013 e levada às ruas em 2014. Iluminar em amarelo o Cristo Redentor transcende o simbolismo da cor: é lançar luz sobre um tema que exige ser enfrentado com seriedade, responsabilidade, conhecimento científico e compromisso coletivo. O comportamento suicida é uma emergência médica e, em praticamente todos os casos, está associado a doenças mentais passíveis de diagnóstico e tratamento. Prevenir é reconhecer sinais de alerta, combater o preconceito que ainda cerca o adoecimento mental e assegurar que a assistência médica e psiquiátrica chegue no momento em que ela é necessária. Ninguém deve enfrentar uma situação de risco sozinho. Diante de qualquer sinal de alerta, procurar imediatamente um serviço de saúde pode ser decisivo. É para isso que iluminamos o Cristo: para que a informação alcance mais pessoas, o conhecimento vença o preconceito e quem precisa de ajuda saiba onde encontrá-la. Quando a ciência orienta e o cuidado chega a tempo, vidas podem ser salvas. Urge a participação efetiva do Estado, mas não apenas com discursos e sim ações efetivas sem o viés da glamourização desta tragédia humana”, afirmou o presidente da ABP, Doutor Antônio Geraldo.